De corpo presente | Body in presence
2021

De corpo presente

Performance colaborativa em parceria com a artista Claudia Vásquez Gómez (Chile)
Na exposição “Por um sopro de fúria e esperança: Uma declaração de emergência climática”
Curadoria de Galciani Neves e Natalie Unterstell, MuBE – Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia – São Paulo, 30.10.2021

 

Essa performance, usando diferentes frases, vem sendo realizada por Claudia Vásquez Gómez desde 2006 em países como França, Áustria e Chile. Esta parceria inaugura a possibilidade de executá-la no Brasil.

A frase É TARDE, MAS AINDA TEMOS TEMPO trata da articulação de algumas dimensões e sensações de tempo, dando visibilidade à possibilidade de agirmos sobre algo que reivindica nossa atenção, revelando um tempo de urgência e angústia que convoca o desejo de agir a qualquer custo. A frase é um convite a pensarmos sobre lugares internos e externos, lugares onde existem nós que pedem para serem desfeitos e sobre a promessa de que é possível fazê-lo.

Escolhemos o corpo como suporte para essa frase, por pensá-la como uma epígrafe que precisa ser dita, ouvida, escrita, lida e espraiada. Precisamos alardear que é tarde, muito tarde, para a saúde de nosso planeta tão maltratado, para nossas abissais desigualdades socioeconômicas-culturais, para nossos sonhos igualitários, nossos ideais feministas, antirracistas, anticolonialistas, mas ainda temos tempo, e tempo é (quase) tudo que temos.

Nossos agradecimentos aos participantes, ao fotógrafo e o produtor que generosamente estiveram conosco neste dia:

Andrea Soares, Andrea Tavares, Annaluz Lobão, Annibal Montaldi, Camila Nader, Chico Zelesnikar, Daiane Vidal, Eva Barbara Mesquita, Felipe Apezzatti, Gustavo Aragoni, Heleonora Pinheiro, Leandro Medina, Leila Monségur, Lívia Aquino; Márcia Takano, Matheus Thomaz, Mauro Amorim, Néle Azevedo, Paloma Durante, Paula Morgado, Stella Tennembaum, Sylvia Werneck, Tatiana Lobão e Titas Tafner.

Fotos de Leo Faria e assistência de produção de Vagner Fernandes

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Body in presence

Collaborative performance in partnership with the artist Claudia Vásquez Gómez (Chile)

In the exhibition “For a breath of rage and hope: A assertion for climate emergency”, curated by Galciani Neves and Natalie Unterstell, MuBE – Brazilian Museum of Sculpture and Ecology – São Paulo, 10.30.2021

This performance, using different phrases, has been carried out by Claudia Vásquez Gómez since 2006 in countries like France, Austria and Chile. This partnership opens the possibility of showing it in Brazil.

The phrase IT’S LATE, BUT WE STILL HAVE TIME deals with the articulation of some dimensions and sensations of time, enabling us take actions towards something that demands our attention, unveiling a time of urgency and anguish that summons the desire to act at any cost. The phrase is an invitation to think about internal and external places, places where there are knots that ask to be undone and about the promise that it is possible to do it.

We chose the body as a support for this sentence, as we think of it as an epigraph that needs to be said, heard, written, read and spread. We need to draw attention to the fact that it´s too late. Too late for the health of our so badly treated planet, for our abysmal socio-economic and cultural inequalities, for our egalitarian dreams, our feminist, anti-racist, anti-colonialist ideals, but we still have time, and time is (pretty much) everything we have.

Our thanks to the participants, the photographer and the producer who generously joined us on this day:

Andrea Soares, Andrea Tavares, Annaluz Lobão, Annibal Montaldi, Camila Nader, Chico Zelesnikar, Daiane Vidal, Eva Barbara Mesquita, Felipe Apezzatti, Gustavo Aragoni, Heleonora Pinheiro, Leandro Medina, Leila Monségur, Lívia Aquino; Márcia Takano, Matheus Thomaz, Mauro Amorim, Néle Azevedo, Paloma Durante, Paula Morgado, Stella Tennembaum, Sylvia Werneck, Tatiana Lobão and.Titas Tafner.

Photos by Leo Faria and production assistance by Vagner Fernandes